Sargon – Desgel
27/11/09
Pessoas que acompanham este descompassado pensamento, peço desculpas por não lhes ter brindado com textos magníficos como o que escrevo. (Preciso explicar sobre ironia?)
Não há tempo nesses dias de provas de engenharia. Contudo, eu penso em vocês (viram como sou querido?).
Portanto, aqui vai uma dica de uma banda muito boa que descobri esses dias: Sargon. É uma banda de heavy metal, meio melódico, meio progressivo, meio power lá das bandas da España. Espero que gostem.
Tempo, relatividade, universo em expansão e nós
22/11/09

De forma alguma quero dizer que essas ideias aqui são originais, muito menos novas. Já devo ter lido isso em alguma lugar. Contudo, no momento, isso me pareceu pertinente ser escrito com ideias próprias, com o que me veio agora na cabeça. Sendo assim, é muito possível que isso tudo caia no besteirol, porém, como não tenho a intenção de ser muito científico e sério nesse texto, vou deixar a imaginação se soltar.
Primeiro, me peguei pensando em como as coisas têm passado rápidas demais, os dias acabam logo, as semanas passam e quando se vê já é a segunda-feira que parecia tão distante sete dias atrás. Os meses vão correndo, e o ano novo chega como se recém tivéssemos batido as taças com champanhe fazendo todos aqueles votos e promessas entediantes, falsas e, muitas vezes, de tolice perturbadora.
Sem prumo
21/11/09
Não tive tempo de olhar pra dentro
deixei passar o instante quase perfeito
o momento apropriado desse feito
olhar para dentro, encontrar o centro
Passei correndo pelo âmago
Lembranças e cheiros, uma saga
19/11/09
Tá bom, continuem me chamando de saudosista, mas essa é especial.
Acabo de entrar na sala do meu estágio pra poder ficar na frente do ventilador (não, não tenho ar-condicionado muito menos climatizador). São exatamente 12:33 agora, devo ter entrado aqui há uns cinco minutos. O fato é que, mesmo durante o ato de abrir a porta já senti um cheiro diferente aqui dentro, e quase no mesmo instante identifiquei.
Quem me lê sabe das minhas implicâncias, paranoias, TOCs, etc. Os cheiros são uma constante nas minhas recapitulações de memórias e sensações, é imediato, sinto o cheiro de algo e, no mesmíssimo instante (ao menos assim me parece, pois não sou tão rápido quanto meu sistema nervoso autônomo), lembro de momentos, de sensações daquele momento, de luzes, roupas, diálogos, pessoas, emoções e uma série de coisas. A intensidade e clareza das lembranças sempre varia de acordo com a situação, mas algo especial sempre surge, e funciona quase como uma espécie de “remedy lane”.
Voltando ao cheiro da sala. Era completamente o olor de uma pizzaria de Cruz Alta – RS que eu costumava ir com a família e amigos da família quando eu era criança, por volta dos meus 4 ou 5 anos, creio eu. Não sei se era assim o nome, mas na minha cabeça ficou assim: Pizzaria do Sasso. O cheiro que estava aqui (porque liguei os ventiladores e ele já se foi), aliás, não era bem o da pizzaria, era mais específico, era o da pizza de calabresa de lá.
Hoje vi vida na natureza
19/11/09
O dia amanheceu com poesia
e havia alma nas nuvens
e havia cor nas copas das árvores
que oscilavam com o vento
E o vento cantava melodias apocalípticas
com tons opacos e desmedidos
