Os risólis da infância

Hoje à tarde, quando estava no banheiro da Unochapecó terminando de mijar, tive alguma sucessão de pensamentos que, agora, pra mim se tornou uma incógnita, sério, não tenho nem idéia mais de como minha mente foi parar lá, mas o fato é que lembrei de risólis, aquelas pequenos, de festa de criança, bem gordurentos, e, bah, deu uma vontade de comer um desses.
Porém, todavia, entretanto, não queria qualquer risólis.
Prontamente, quando naveguei nessa memória, eu mergulhei bem lá na infância, por volta dos meus cinco anos, quando ia com a minha mãe, outras vezes saía dos treinos de basquete e ia também, para a casa das amigas dela, nos bons anos noventa, quando as velhas (não minha mãe, tá?) se juntavam à tarde para tomar chá e comer tortas salgadas, barquetes, pastéis, doces de vários tipos e, é claro, risólis.
Eu, como uma típica criança vermelha e gorda que eu era, adorava o tal do risólis. Odiava, é claro, ficar a tarde no meio das velhas, receber apertões nas bochechas, já ditas, vermelhas, beijos com batons vermelhos. Eca, beijo de velha, era (é) tão nojento! Contudo, essa coisa toda valia a pena, alguma delas cozinhava muito bem (ou seria sua doméstica?), e aquele risólis fazia tudo valer a pena.
Pra mim, o risólis daquela época seria mais ou menos como um bom sexo hoje: é preciso alguns sacrifícios, mas depois vale a pena.
Afinal, por que será que fui pensando até o risólis? Isso que só fui mijar, imagine se… bom, deixa pra lá.
Projeto verão 2010 não permite risólis, por enquanto.
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esqueceu da torta fria toda molhadinha…ai ai, melhor.
- gordo e vermelho! >P
duaehhiudhaiehda
;*