corda »
opaca
Pois nada satisfaz quando a alma é opaca,
E empaca, empaca, empaca…
Parece-me que saí ao mundo por engano
E, vivendo mal feito plano, vou ao nada.
Mas a cristalina e diáfana beleza que me tomava,
Por vezes, me assalta ainda,
Apenas para mostrar que me torno mais e mais opaco.
Alma opaca,
Que empaca, empaca, empaca…
Quando cessam em mim os fulgores,
Vejo a pérola que me é a solidão,
O descanso de amores, de dores.
Quanto me custa o mundo, então?
Quanto me vale ver essa visceral voracidade pelo nada!?
Pois que nada me satisfaz, vivendo nessa alma que empaca
De tão opaca.
Opaca.
Opaca.
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