São pó de angústia essas lágrimas
Que me ardem e secam
Que me cegam e pecam

São pó de angústia, um infinito
De velas com os dedos apagadas
De possibilidades pelo tempo perdidas

Angústia em pó, e eu em prantos
De velhos vícios condenados
De amores vivos maculados

Sou cegueira angustiante
E a poeira penetra pelos poros
Sou pó, pedras e muros

Ai, que me são pó de angústia
E eu transbordo confusão
E sou todo frio sem razão

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