A gente logo cansa daquele cheirinho de limpo

De jasmim e flores do campo, do artificial e do disfarce

Quero mais o cheiro pesado dessas consciências

Que ora fedem álcool e cigarro, ora fedem ressaca e fritura

Logo se torna cansativo o falar baixo e educado

Depois busca-se um linguajar de pensamentos desconexos e perdidos

Deixados em algum lugar entre a guerra e a ganância

Entre a fome e a fama

Entre o jasmim e o bar

E dessas ideias tão mais mal cheirosas percebe-se a profundidade

Como um hálito de jejum, profundo e denso

Ancorado pela boca de saliva espessa

A gente logo cansa desse mundo de luz tratada e voz tunada

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