Têm poesias que, por mais que se tente, engasgam entre sinapses, não vêm do jeito que têm que vir ao mundo externo. Palavras às vezes se esquecem de ser alma, mas gritos são sempre alma, são sempre espírito, puro, diáfana, sincero.

O famosíssimo O Grito do Edvard Munch é a expressão mais sincera que consigo lembrar agora.

A arte é esgotar a si mesmo para se descobrir, descobrir os outros, aos outros, é descobrir o rosto diante do espelho.

ogrito-munch

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