Noites assim
Ela chegou de viagem naquela noite e eu fui buscá-la na rodoviária. Era sexta-feira e ela iria passar o final de semana comigo.
O ônibus chegava sempre às 22h, e eu já estava lá esperando que aquela morena linda descesse, com o rosto um pouco amassado de sono, os cabelos desgrenhados, mas assim parecia mais sexy ainda para mim, só de respirar o mesmo ar que ela respirava eu sentia tesão.
Abracei bem forte pela cintura e a beijei, ela com gosto de chiclete de canela na boca. Peguei suas malas e levei até o carro, com a minha mão esquerda segurando sua direita.
Chegamos em casa e ela quis tomar um banho para sairmos jantar. Aceitei o banho sem fazer menção de nada mais, apesar de querer. Ela deixou a porta aberta e ficamos conversando enquanto eu brincava com uma bola de tênis sentado na cama do meu quarto.
Vestiu-se na minha frente, aquele corpo extremamente lindo…
Agarrei ela e comecei a beijá-la, enquanto ela ria e fazia força para me afastar até que cedi, deixei que terminasse de se arrumar.
Saímos de casa perto das 23:30 e fomos a uma boate onde estavam alguns amigos. Pedimos uma porção de alcatra e outra de batatas fritas. Enquanto o pedido não vinha, começamos, de barriga vazia mesmo, a tomar uma garrafa Bacardi com Schweppes Citrus, enquanto o resto do pessoal tomava cerveja.
Perto da 01h o lugar estava cheio, e uma banda de rock de Porto Alegre estava tocando. Ainda tínhamos metade da garrafa e metade das porções, com a bebida havíamos perdido a fome.
Ela levantou para ir ao banheiro com uma das gurias que estavam junto na mesa. Logo depois também quis ir ao banheiro. Na saída encontrei elas saindo também, e a puxei junto de mim, a banda tocava Kings of Leon, e comecei a beijá-la como se fosse a primeira vez que nos víamos.
Tudo foi esquentando muito rápido, rápido demais.
Vamos sair daqui? Perguntei pra ela.
Voltar pra mesa? Ela respondeu.
Não, sair daqui da boate, ir pro apartamento.
Mas ainda é cedo, tá todo mundo aí. Além do mais, temos mais meia garrafa nos esperando.
Ambos estávamos começando a ficar bêbados. Aceitei ficar mais um pouco, continuar bebendo. Logo a festa animou mais e todos levantaram, ficamos em volta da mesa dançando e curtindo a música.
Ela dançava com calma e sensualidade, muito longe de ser vulgar como muitas das gurias em volta, tinha classe.
Novamente, nos agarramos, e dessa vez foi impossível continuar ali.
Enquanto subíamos pelo elevador até o sétimo andar, começamos a nos agarrar ali mesmo. O barulho da boate e o álcool ainda nos deixava confusos e afobados. Logo ao entrar, derrubei-a no sofá e comecei a beijá-la e tirar sua roupa, enquanto ligava o som da sala, sem olhar para o controle, para que a música disfarçasse os gemidos ou gritos e ela se sentisse mais a vontade para se soltar.
Primeiro, lentamente, beijei sua barriga, começando um pouco abaixo do umbigo e subindo até os seios, depois o pescoço e a orelha esquerda. Sentia suas mãos me agarrando as costas com força, e um pouco das unhas arranhando. Seu corpo tremia em pequenos e curtos espasmos de prazer, seu pelos arrepiavam e sua pele se tornava tesa.
Sentia suas coxas se espremerem contra a minha num esforço enorme, como se me quisesse logo dentro dela e não quisesse mais me deixar sair. Decidi parar de brincar e comecei a penetração, no início devagar para não machucá-la, depois aumentando o ritmo. Sentia sua respiração forte e via as veias do seu pescoço dilatarem enquanto segurava seus cabelos. Seu fôlego mais ofegante e suas veias mais dilatadas indicavam que ela estava quase lá, e num gemido que se escapou meio sem querer ela teve seu primeiro orgasmo.
Segurou-me contra seu corpo, abraçando com força, sem me deixar sair de dentro dela e, também, sem deixar que me movesse.
Eu trouxe uma surpresa – sussurrou no meu ouvido. Vamos pro quarto, está na mala. Continuou.
Eu sentia seu sexo molhado enquanto tirava o meu de dentro dela.
Fomos até o quarto e ela pegou na mala um óleo novinho, sabor de chocolate. Começou a passar no meu corpo e me beijar. Na verdade, era eu quem queria fazer aquilo, porém, deveria deixá-la usar das suas brincadeiras também.
Ela foi brincando com o óleo até começar a fazer sexo oral. Só eu sei o quanto me controlei para não gozar naquelas carícias.
Depois de um tempo, puxei ela para cima, de frente pra mim e saí debaixo, deixando-a de bruços. Tomei o óleo de sua mão e comecei a pingar em suas costas. Reiniciei o ritual de beijar seu corpo, comecei pelo início das suas costas e fui subindo até a nuca, e sentia seu corpo como um arrepio contínuo e intenso, mal dando passagem para o ar entrar em seus pulmões.
Aos poucos fui penetrando assim mesmo, enquanto assistia suas mãos se agarrarem aos travesseiros e seus cabelos bagunçados permitindo que eu visse apenas seus lábios deliciosos e um pouco do seu olho.
Dessa vez não foi tão fácil fazê-la gozar, variamos as posições algumas vezes, e nossos corpos suados se encaixavam tão bem que aquilo não precisava terminar. Ela pediu que eu gozasse, e eu disse que só o faria quando ela gozasse novamente.
Coloquei-a deitada de costas e, depois de entrar nela, fechei suas pernas sem tirar meu pênis. Continuamos assim, e logo ela estava com os mesmos sintomas de orgasmo, e eu fui me preparando para poder gozar também.
Não gozamos juntos: ela gozou, ela gritou, e eu insisti mais um pouco e ejaculei dentro dela. Mantivemos aquela posição, mantive meu pau ereto o quanto consegui dentro dela, e ela me beijava com aquela boca deliciosamente molhada, apaixonada, até sentir-se cansada e dormir, daquele jeito mesmo. O sol já estava quase nascendo.
Nem ressaca tivemos no outro dia, quando acordamos e fomos tomar banho, agora juntos.
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