Ai que me esgotam as palavras e o tato

Se ao menos minhas letras em ti deitasse

Formaria o poema mais belo se deitasse

Em ti minhas palavras, ai mas me falta tato

 

Circulei o que te dizer, e disse que não diria nada

Mas se é da pele que sinto falta o meu tormento

Nada direi a respeito, nem mesmo por decreto

Sob hipótese alguma eu diria algo, eu diria nada

 

Pudesse eu repetir cada sensação em teus lábios

Essa boca cansaria e sangraria em tanta fúria

Em teus lábios eu repetiria tanta fúria

E sangraria a sensação cansada de distúrbios

 

Tragaria o haxixe do cânhamo do teu sangue

Sugaria tuas veias e volveria ao teu sexo

Ao teu sexo, tornaria perplexo ao teu sexo

Como se ecoasse e bebesse apenas do teu sangue




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