Pensei que queria descer,
Seguir uma maré qualquer, nadar com os outros.
Naveguei por tempo demais dentro do meu barquinho,
Agora já não sei nadar; não me falta, propriamente, a habilidade,
Falta-me o sentido, falta-me a causa,
Fogem as razões e, então, por vezes, lembro-me de mim e fico inerte,
A imobilidade me faz esperar uma correnteza que não vem.

Ah, sinto um calor do centro da terra,
Essas águas mornas me atraem.

Olho para cima das águas e já nem tenho visto meu barco,
Nem as rochas da minha antiga montanha me guiam mais.
Por muito tempo fiquei longe, já não sei o que é me protagonizar;
Fui meu próprio coadjuvante, e isso me bastava;
Por que, então, tive que mergulhar?

Mas espera, vejo lá um que de porvir, um sinal de talvez.

Espera.

Espero…

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