nauticus iv-v . interlúdio
Espera.
Sentiu?
O Universo está respirando.
Até posso ouvir o som e sentir o fluxo da energia deslocada.
Mas vai por tantos lados, de tantas formas, que não ao certo qual das correntes devo seguir, em qual devo me agarrar.
Vê, as coisas são tão contextualizadas e nós tão acostumados à cegueira que se eu disser que sei exatamente onde tudo vai dar me chamarão de louco. Mas eu sei.
Se eu repetir pra mim mesmo, vou me censurar e me chamar de louco, eu bem o sei. Nem mesmo teria coragem para seguir aquela correnteza de diamantes belos e cortantes.
Em fato, já me ceguei de novo. Por vezes eu vejo, é verdade, mas é como um trago de vodka, no outro dia nem sempre se lembra de tudo, e a mensagem se perde num mar infinito.
Sei, porém, que há um sopro aqui perto que eu devo seguir. Sei que está aqui pertinho, sei que quase posso tocá-lo, mas por que não o vejo agora?
Cheiro.
Tateio.
Ouço.
Provo.
Mas só o Ver me poderia guiar agora.
Acho que devo mergulhar.
Sim, é hora de mergulhar!
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Tibummmm…um bom mergulho, moço poeta!Bjs,sempre, Isa.