Há imensidão…
E um mar azul… Sim, azul
Não havia um único sinal Dela, mas deveria existir.
Onde estaria? Onde procurar?
Fui pelo mar, pela floresta…
Encontrei-me, então, num deserto tão vasto quando o Nada.
Alguns ventos me disseram que eu estava perdido:
- Grande novidade!
Eu procurava pelo pedacinho dourado, e o verde e o azul, e o Branco Ilimitado.
E a cada hora passavam-se anos, e meus passos, não mais lentos, não mais cansados, porém mais tensos, mais confusos, conduziam-me por terras já vistas.
Mas, ah, elas estavam diferentes, como a história de que o rio que se mergulha hoje não tem as mesmas águas de ontem.
E eu assistia ao terrível espetáculo do Fluir, do ir e só ir… Tudo em movimento.
E eu queria estática.
Mas eis que ao retornar ao mar, aquele insustentável mar azul, vi-me sem mim, em um barquinho.
E dela caíam-me lágrimas douradas, por vezes madre-pérola, e era como se o gozo da vida fosse o fim.
Desejava morrer ali, mas não, a morte não era para mim.
A morte não é para mim.

Navega.

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