I
Carrega a alma na poesia,
Satura versos de pestilência,
Revela toda a ausência
Da felicidade que trazia.

Em negro pesadume,
Engenha estrofes de enxofre;
Como irado limítrofe,
Queima por dentro, grande lume.

II
E, sob sombra anêmica,
Escondia-se meu não desejo
De viver um malfazejo
De fuga hiperglicêmica.

Diziam-me as feras: desiste!
Mas lutava em escuridão;
Cego, minha boa intenção
É que me fazia em riste.

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