Eu queria estar lá pra parar a tua lágrima, mas, mais ainda, minha presença era por mim desejada para ter certeza dessa lágrima. Caíra ela?
Queria estar lá escutando teus suspiros doridos, quando, então, dormirias exausta de lamentação. Será que foi assim?
Aquela lágrima morna, salgada, teu bafo gemendo e remoendo uma dor incurável. Nada disso, nada do que imagino… não posso ter certeza. Como confiar?
Minha predileção pelo transcendental, pelo espiritual, pelo metafísico me raptam, às vezes… noutras, estou contigo, em ti.
Cada subjetividade é uma tortura. Mas quando fomos objetivos? Já nem sei.
Que besteira, essa de se preocupar.
Já perdi tantas chances, já perdeste outras tantas. Foram tantas idas e vindas, tantos fatos e atos, ou omissões desconcertantes. Silêncios, lágrimas, memórias, planos…
Aonde foi que paramos?

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