guarda-os
Como se não pudessem ser encostados
Eles se retraem em perturbadora indiferença,
E quantos anos se vão nessa andança
De gares vazias e de corpos desolados.
Eles tímidos, contidos, reprimidos,
Esperando o halo cósmico da vida,
Vão envelhecendo, perdendo a lida
Para os dias exíguos, expiados, exauridos.
Ah, sentimentos que de tão racionalizados
Eu não mais os sinto, e eis que hoje os penso,
E não mais os choro, mas os lamento, indefenso,
Nos meus minimundos miúdos desazados.
Os queria em liberdade, como se da gaiola
Tirasse pássaros raros, mas não saberiam voar.
E suas penas, tão belas como dum casuar,
Parecem-me tão bem assim nessa charola.
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eita… sem comentários…acho que pela primeira vez nos últimos anos,não é o e lírico quem fala…
me surpreende!!!