Crepitava, subiam as fagulhas…
E eu ia queimando tudo.

Num delírio, distorcia minhas vidas;
Ali, diante do fogo, atirava-me a ele toda vez que renascia.

Era naquela falta de impossibilidade, vendo-me tão capaz,
Que desejava a senilidade… por medo.

Atirava-me ao impossível;
Olhava para o abismo…

E eu, tão apto, tão ágil, tão venenoso,
Queria recusar as possibilidades
E ter o caminho estreitado.

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