Tenho uma ânsia de escrever da alma, do espírito, do universo e da vida, de coisas assim, mas que minha ânsia não limita ao escrever. Quero, um dia, quem sabe, ter tanta propriedade e sabedoria em minhas palavras para que alguma outra alma venha a utilizar alguma passagem do que digo como uma citação.

        Nietzsche dizia que não escrevia para ser apenas lido, mas para ser decorado, talvez devesse acrescentar que também deveria ser compreendido, de cabo à rabo. Pois eu diria algo semelhante, gostaria de ter escrito inúmeras das frases e dos textos maravilhosos que já li em minha vida, como os fragmentos do livro Gertrud que postei anteriormente, como frases do Assim falou Zaratustra do Nietzsche, entre outros.

     Quando leio Fernando Pessoa, mais precisamente Alberto Caeiro, sinto uma enorme vergonha de ter a pretensão de me chamar poeta (até mesmo pseudo-poeta ainda me é pesado). Queria ter escrito cada linha do Guardador de Rebanhos, assim, quando leio esse livro, sinto-me em casa, como se retornasse a mim mesmo por alguns segundos.

   ” Toda a poesia – e a canção é uma poesia ajudada – reflete o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.” Fernando Pessoa

      Existem dias em que  ficar calado é mais apropriado, pois que eu não quero profanar a alma de nenhum grande poeta e escritor que pisou ou pisa neste planeta. Hesse, Kundera, Pessoa, Augusto dos Anjos e muitos outros mestres da literatura que me perdoem, mas eu vou insistir.




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