Da mesma boca
Tem gosto de traição,
Ainda que assim não seja;
Não é doce como cereja
Pois me é amargo, então.
Cabe a mim sentir na boca,
Na língua que me tocou,
O gosto de cinzeiro que restou
Dessa comoção em bancarrota.
Desliza por entre os braços
E cai em mãos alheias,
Diz-me quem tu anseias
Enquanto rompo os laços.
Da boca que na minha esteve,
Da língua que me falava doce,
Também se pode esperar tal coice,
Mesmo na serenidade que manteve.
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sério, não q eu goste do q escrevo, mas me surpreendo quando me leio: http://bit.ly/cj3KXS , http://bit.ly/9EFaUu e http://bit.ly/avSozi