Tentar a si mesmo,

Da galáxia ao pó,

E nessa empresa, só

Descobrir-se, a esmo.

Provar de si o veneno,

Sorver a droga dispersiva

E bater e bater cabeça, inativa,

Nesse chão sujo, cheio de sereno.

Tão impreciso e oblíquo

Via lá de cima todo o teatro,

A triste comédia, lá do apoastro

- Era-me tudo tão iníquo.

A farsa, do pó à galáxia,

Contaminava como peste;

Eu, infeccionado, despia a veste,

Tentando, em desespero, prolaxia.

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