Então resolver fazer um desfecho
Nem sempre é um ponto final,
Afinal, tal qual erva sazonal,
Sempre retorno quando me mexo.

Prometer continuar sem prantos,
Jurar nova vida em distância,
Não me mata, pois, a ânsia
De te ter, e ter-me em teus encantos.

Ah, mas não sentir, não ver,
Não ouvir tua voz distante,
É-me mais solitário, não obstante,
Que teu modo frio de me envolver.

Há, porém, uma nota de lamento
Naquela melodia desarmônica,
Uma dor de voracidade afônica
Ao ocaso do primeiro movimento.

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