Achei tão bonitinho hoje quando li que o G8 se comprometeu em doar, em 3 anos, 20 bilhões de dólares para ajudar no combate a fome mundial. Já é um passo. Ainda que não estejam ensinando ninguém a utilizar a natureza do seu país para cultivar algo, financiando maquinários e afins, dar o peixe, mesmo sem ensinar a pescar, já é um primeiro passo grandioso nessa sociedade egoísta que vivemos.
Entretanto, eu não posso fazer nada além de esboçar um rápido sorriso amarelo, depois volto a minha carranca e mau-humor para questionar: e com a guerra, quanto se gasta?
Fui pesquisar quanto esses países gastam com produtos bélicos. Encontrei diversos números: os dos EUA, da China, da França, da Alemanha, etc. Contudo, o que mais me deixou, digamos assim, embasbacado, foi o fato de que, apenas em 2008, o Brasil, país subdesenvolvido, emergente (?), que não está, teoricamente, em guerra e tem, comparado a diversos outros países, um gasto bélico muito pequeno, gastou cerca de 23,3 bilhões de dólares.
Vamos à matemática agora, mas bem simples: G8 são oito países, ricos, que se comprometem a gastar U$20 bilhões com uma causa nobre. Dividindo os 20 por 3, temos uma dízima de 6,66666; pois bem, são 6,66 bilhões de dólares gastos anualmente pelo G8, mas o grupo é formado por oito países, então dividamos por 8 o resultado anterior, temos então 0,8333 bilhões de dólares gastos, anualmente, por cada país. Concluo, portanto, que apenas o Brasil gastou cerca de 27 vezes mais em produtos militares do que será gasto para o combate à fome (e ainda temos audácia de dizer que combatemos a fome com o Fome Zero).
É impressão minha ou tem alguma coisa de muito errado aí? Ah, o grande irmão não tem interesse em terminar a guerra.
Infelizmente, não consigo ter esperanças de uma sociedade, no mínimo, decente para se viver enquanto números assim, postos de uma forma tão simples, se apresentam diante de nós. Nem sequer entrei nas questões dos assaltos, homicídios, tráfico e toda sorte de coisas divertidas assim que vemos diariamente por todos os meios de comunicação.
Se o Brasil, que é um país sem nenhuma tradição com grandes armamentos, tecnologia bélica e tudo mais, gasta nessa magnitude com a “guerra”, nem serei obrigado a entrar na questão dos países como EUA e China. No entanto, só para termos uma idéia, a China, que foi o segundo país que mais gastou com a indústria bélica em 2008 (primeiro foram os EUA, com 41,5%) o fez na proporção de cerca de 100 vezes mais do que o que será gasto para combater a fome.
Penso que não é impressão minha. Há, de fato, algo de muito errado aí.
Ah, agora vem a nova tendência: Guerra Cibernética. Boa sorte pras Coréias e pra todos os usuários da internet. Vossa Fordeza já vê onde isso tudo pode parar.

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