Lembro de ter lido, há uns dois anos atrás, o livro A Insustentável Leveza do Ser, do Milan Kundera. Apresso-me a dizer que, indubitavelmente, foi um dos livros que mais me marcou, a forma com que ele (Kundera) fabrica, trata, manipula e filosofa sobre cada personagem e suas interações é surpreendente, quase mágica.
Enfim…lembro de ter lido, em alguma parte, que ele considerava cada personagem parte dele mesmo, de seu microcosmo, seu infinito particular, que eles não passavam de possibilidades não realizadas dele mesmo.
Ah, esse deus que é o homem…cria e recria, faz suas artes, apenas como forma de entender a si mesmo, quer que os outros o entendam, tenham sua parte naquele mundo, mas o objetivo é se compreender, analisar-se como o maior dos críticos, e nunca se satisfaz, aquele mundo interno exige mais e mais.
Aliás, o Pai Celestial não seria assim? Não somos personagens de uma mente tentando se entender? E pra quem ela está contando a história?
Ahh, canso só de pensar em pensar…

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