Christian Silveira
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Posts by Christian Silveira
Poema pra resistir
0Como um purgatório a sustentação,
Uma espera infinita e ansiosa,
Uma provação elísea e belicosa;
- Quanto da minh`alma em suspensão.
Quanto suporta num instante sorumbático,
De cair a fé e a certeza nesse embate
Que não socorre feridos em combate
Mas desola o corpo ao trágico.
Sair de mim ou de ti esse suspiro,
Não importa quão envolvente o desengano,
É sempre suspiro em dor de cigano.
Da alma que vai e volta como num giro.
Tentar escapar da roda é desilusão,
Cabe em nós, rotos, uma profanação.
Ajuda humanitária (?) no haiti
6Até então preferi me abster de comentários acerca dos acontecimentos no Haiti. Preferi ficar calado por inúmeros motivos, contudo, ao assistir o Jornal da Globo News essa noite, vi algo que não me deixou mais ficar calado.
É incrível como o ser humano ainda é rudimentar, incipiente na arte de ser, de fato, algo digno de ser chamado ‘ser humano’. Primeiro porque é incrivelmente estúpido o argumento fanático-evangélico de que o Haiti sofreu tais catástrofes por um castigo de deus pela prática do vudu. Sejamos sensatos, meus caros evangélicos ou cristãos (ou sei lá o que) que se enquadraram nesse espaço, é preciso respeitar a crença alheia, e, no mínimo, saber um pouco antes de criticar. O vudu, assim como o candomblé, o espiritismo e outros, não é uma coisa do mau, aliás, o mau é coisa nossa, essa dicotomia (bem e mau) não deve existir, se falarem com deus como costumam fazer em alguns cultos, perguntem pra ele.
Inicialmente, fiquei indignado com esse empenho brasileiro em doar milhares de toneladas de alimentos e agasalhos (como se fizesse frio lá por aquelas bandas) e financiar a reconstrução de um país que já nasceu fadado ao insucesso (não que isso seja fator determinante).
Em primeiro lugar, nosso país já está fodido desmazelado o suficiente por si só. Os milhões doados para o Haiti poderiam ter sido empregados aqui, nas escolas que estão caindo aos pedaços, nas universidades mal equipadas, no salário dos professores, na segurança, e em tudo aquilo que estamos cansados de saber que o Brasil vai de mal a pior.
Essa síndrome de Madre Teresa vai além das poltronas putridamente habitadas lá no congresso, vai além do dedo que falta e da petralha russa, atinge nossas casas, nossos amigos, familiares, conhecidos, inimigos e toda sorte de pessoas que diariamente praticam a hipocrisia, a falta de caráter, o egoísmo e agora se condoem e se empenham em doar, como se isso os fizesse pessoas melhores.
Pois essa síndrome de Madre Teresa está encontrando um fim um tanto triste (mais ainda) lá no Haiti. Segundo o jornal da Globo News, haitianos fazem protestos nas ruas reclamando as doações que não lhes chegam, que ficam retidas nos chefes de estado. Parece que os que controlam as doações por lá estão cobrando dinheiro para dar cupons de retirada de alimentos. Isso é vergonhoso, e falo sendo um cidadão universal, não um cidadão brasileiro.
Se isso for verdade, espero que nenhum militar brasileiro esteja corroborando com tais sem-vergonhices, pois acredito que nossos compatriotas não teriam tamanha baixeza para agir dessa forma.
Fico bobo ao ver o que o ‘ser humano’ é capaz de fazer. Cobrar por comida que foi doada por milhares de pessoas para amenizar uma situação calamitosa. Essa pessoa deve deitar à noite e dormir um sono tranqüilo, sim, pois quem faz isso não deve ter consciência nenhuma para pesar.
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Após terminar o post, encontrei mais uma coisa bonita que foi feita: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1475746-6174,00-CONTEINER+COM+AGUA+DESTINADA+AO+HAITI+E+ROUBADO+NA+RDOMINICANA.html
Igor Presnyakov – Poker Face (Lady Gaga cover)
3Só pra quebrar um pouco o clima tenso dos últimos dias de posts polêmicos.
O russo aí destrói no violão, e com a já badalada Poker Face que eu havia postado o coral de Noteworthy cantando.
Ficou muito bom.
MST – Malandragem Sem Tamanho
20
“E agora nós viemos aqui para, pelo menos, dar prejuízo para eles.”
Essa é uma frase no discurso de um dos chefes do MST, Miguel Cerpa (ou Serpa), mostrado num vídeo que pode ser visto nesta matéria do G1 (clique aqui).
O vídeo foi gravado antes de uma das invasões ocorridas no ano passado, naquela em que os malandros derrubaram milhares pés de laranja, saquearam casas e destruíram maquinários. É porque tudo isso é estritamente necessário para a ocupação produtiva de terras, né?
Não é de hoje minha implicância com esse bando de inescrupulosos, que saem por terras alheias exigindo que as mesmas lhes sejam dadas, que montam suas barracas como se fossem os proprietários do mundo, cagam e mijam onde bem entendem, trancam rodovias, fazem o que um legítimo grupo terrorista poderia fazer. Aliás, deixem que eu seja claro em minhas opiniões: MST é terrorismo com uma boa dosa de malandragem e vadiagem.
Nunca vi um advogado reclamando a falta de casos, ou um engenheiro civil protestando na rua pela falta de prédios. Quem eles pensam que são para exigir que lhes seja dado algo que não lhes pertence, apenas porque não sabem fazer de outra forma o seu sustento, pensam que podem reclamar pelo que é dos outros.
O vandalismo é intrínseco a esse movimento dos sem-terra, está grudado nessa corja, como siameses inseparáveis. Tenho certeza de que eles jamais saberiam como administrar as terras que anelam, sabem fazer demasiadamente bem o trabalho de marginais para que eu possa acreditar no talento e perseverança de verdadeiros agricultores residindo nos corpos dessas pestes.
Quando se pensa no MST não se pode dissociar a imagem da sujeira que habita naqueles barracos, e não falo de sujeira orgânica; contudo, agora que se pôde ver e ouvir o discursinho adolescente e estúpido do “dar prejuízo para eles”, qualquer outro termo escatológico utilizado seria meramente um eufemismo.
Pois que se lhes aponte o dedo e os chame: corja!
Em alto e bom som: Corja!
