ao menos um rubor
Trouxe-te um nada e era tudo que podia dar.
Um vazio enorme em minhas mãos, era somente vontade de te ter,
E não tinha nada além disso.
Era todo desejos, quereres, vontades e tentativas;
Eu já nem era um centro, era periférico ao teu olor,
Um satélite de teus subjetivismos e não-quereres frustrantes.
E, quando resolvia variar, prometia me esconder nas montanhas,
No entanto, de lá, enviava minha águia pra te ver e me trazer notícias tuas.
Ficava imaginando, nos quatro cantos, como seria te ver de mãos cheias,
Numa rua qualquer, sob um sol alegre, num dia perfeito…
E, então, oferecer-lhe-ia minhas mãos vazias, com bastante espaço,
Frias, ainda que ansiosas por calor; secas, querendo umidade.
Ao menos cumprimentaste com um oi singelo, gélido.
Ao menos ainda te lembravas de mim.
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