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O álbum deixou um tanto a desejar, me pareceu meio imaturo, mas como sou fã do André Matos, digo que ficou muito bom e vale a pena escutar.

Agora, um maldoso faixa-à-faixa:

1-      Leading On : a fórmula clássica do power metal by André Matos, instrumentos simples mas bem colocados. O vocal de tom médio nos versos e os tradicionais agudos dele nos refrões. Um bridge no meio da música traz a atmosfera de power metal que dá um ar triunfal à música. Refrão de novo. A letra deixa um tanto a desejar.

2-      I Will Return: a música começa com um coro atípico, não lembro do André Matos ter usado isso no pós-Angra, nem no Virgo, nem no Shaman, nem no último CD solo. O bom gosto pra construção da melodia é inegável, trazendo elementos “pra cima”, faz dela uma música bastante animadora e gostosa de ouvir. Sem cair no virtuosismo, evitando ficar maçante. A letra é bem simpática.

3-      Someone Else: um pouco mais pesada que as outras músicas, Someone Else tem uma letra um pouco mais interessante, contudo, acredito que o forte do André Matos não é ser letrista. As linhas de vocais, por vezes, me lembram o projeto Virgo, e as de guitarra com alguma coisa de Black Sabbath época do Dio.

4-      Shift The Night Away: Nada de novo, mesmo: bateria de bumbo duplo, sem variações excepcionais, guitarra solo de velocista (a não ser por volta dos 3 minutos) e acordes de tensão compassados. O vocal segue com os agudos tradicionais do Matos, notas difíceis de sustentar pra qualquer mortal.

5-      Back to You: Balada, finalmente uma balada, com uma letra triste (all over now/watch overhead/ nothing left but/some painful words). Na minha opinião, uma das melhores músicas do álbum, com as pitadas pop indispensáveis aos singles de power metal, a música sobe de tom no final e tudo termina calmo.

6-      Mentalize: a faixa título do álbum, no meio do CD, me deixou decepcionado com a letra, foi tentada uma aventura pela ciência, misturadas com idéias de Nova Era, mas não me parece ter ficado boa a mistura. A música tem força, isso é certo, boa para tocar ao vivo com muita vontade.

7-      The Myriad: uma faixa mais madura, como se tivesse feito sem tanta pressa, traz um clima que me lembra adolescência, tempos de Rhapdsody, Nightwish, blind Guardian, etc (como se tivesse mudado até hoje). A letra é fraca, novamente, tem acontecido algo como se as intenções e as boas idéias estivessem ali, mas não soubessem sair da melhor maneira.

8-      When The Sun Cried Out: poderia ter saído num álbum do Stratovarius, ou melhor, num do Kamelot. Como a faixa anterior, saiu da mesmice do power metal, trouxe alguns elementos diferentes do “aquilo de sempre”.  “Here we go, the falling rain will come again no matter where or when, it will pour down in the end.

9-      Mirror Of Me: ou eu estou com dificuldades de interpretação, ou as letras estão realmente vagas, um pouco desconexas. Mirror of Me segue o power metal versão sem sal, precisava ainda de alguma coisa ali no meio pra ficar uma música que se pode chamar de boa, e olha que nem nos agudos o André Matos se aventura muito nessa.

10-   Violence: ironicamente, a faixa de título Violence começa como uma música do Era, ou Tori Amos, só uns segundos depois vira rock. Uma das minhas faixas de preferência do álbum, não tem nada demais, mas simpatizei com ela, com a letra também. O vocal e o piano dão uma segurada na monotonia em que a música poderia cair.

11-   A Lapse In Time: outra balada, muito boa. Um piano meio neo-clássico, sem roupagem de metal, e os vocais do André fazem a música, vocais, esses, tenho que dizer, excelentes, impecáveis, quase me remetendo a umas músicas do Holy Land do Angra.

12-   Power Stream: Power Metal do início ao fim, dos pés à cabeça, não é ruim a música, aliás, é boa sim, mas não tenho nem o que dizer, é exatamente o típico.

13-   Don`t Despair: essa música deveria ser a que entitula o álbum, o traduz perfeitamente, e é muito boa no estilo dela. A parte instrumental não cai no marasmo, e chega até mesmo perto do esbanjamento (o que não é muito da banda), e os vocais vão aos agudos altos e fortes, enérgicos. Fora as baladas, minha faixa preferida.

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