agora sufoca
Posso falar de tensão
Como o bailarino na corda bamba,
Como um oceano que reclama
De uma brisa de verão.
Posso ver vicissitudes
Em causas e conseqüências,
Em nossas tristes demências,
Que, com virtudes, confundes.
Posso falar, e até mesmo gritar,
Mas há a grande surdez coletiva,
Aquela inepta e inábil oitiva
Que domina o pavilhão auricular.
Que seja, então, a tensão uma ponte,
Assim como o homem para o sobre-homem;
E que todos aqueles guerreiros que somem
Possam beber para cantar sobre a fonte.
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