Agora sim: Pearl Jam – Backspacer

Capa do álbum Backspacer (2009)
Agradeço ao Junior por ter me enviado o link do álbum novo do Pearl Jam, Backspacer. Baixei na hora o CD pra matar logo minha curiosidade. O trabalho ficou muito bom. Aqui vai um breve faixa à faixa:
1- Gonna See My Friend: um rockzão cheio de energia e bem clássico do Pearl Jam, digno de uma música do álbum Yield, abusando do refrão e dos gritos rasgados e agudos do Eddie Vedder. Achei uma faixa boa, mas não está entre as que mais gostei do álbum.
2- Got Some: Seguindo a mesma receita da faixa anterior, Got Some é outro rock grunge cheio de força, uma música que fica na cabeça e boa de gritar.
3- The Fixer: o primeiro single deste álbum, uma música muito boa, com uma pegada bem Seattle, a cara da banda. Pra mim é trilha sonora de um filme bom, dá até pra construir uma cena. Nada de novidade até aqui, baterias simples, guitarras sem muito enfeite e vocal gritado: como o Pearl Jam da antiga.
4- Johnny Guitar: na minha humilde opinião, a faixa mais fraquinha do álbum, talvez porque não seja nada grudenta nem tem um apelo comercial.
5- Just Breathe: a primeira balada, e uma das melhores músicas do CD. Tem o dedo, a mão, o braço… do Eddie Vedder aí, a música é toda ela, a cara dele, e me lembra, uma das músicas que ele fez pro filme Into The Wild. Um violão dedilhado, meio folk, e os vocais serenos e resignados fazem dela uma “lentinha” clássica.
6- Amongst The Waves: outra música muito boa, pra ouvir num dia de chuva no verão, traz uma espécie de crescimento pessoal ali. Não chega a ser um rock pegado como as primeiras faixas, mas também não é uma balada. Um solo de guitarra típico de Pearl Jam, arranjado com uma terça, dá um diferencial do que as outras faixas apresentaram até então.
7- Unthought Known: um grunge progressivo, começa com uma guitarra abafada e a voz do Vedder, depois vai crescendo triunfalmente. Por essa levada crescente, transbordam emoções na música, parece um pouco romântica. Dá vontade de colocar no repeat.
8- Supersonic: e voltamos à fórmula do rock and roll, acorde de tensão com bateria quatro por quatro, uma guitarra no fundo com licks bem simples, um baixo quadradão e os vocais estilo “breakerfall”.
9- Speed of Sound: a balada referida em outro post no site, com uma letra bem legal, arranjos um pouco mais trabalhados que o das primeiras faixas e que o de Supersonic. Não segue o movimento quadrado de outras músicas, traz um trabalho mais consistente e mais maduro, assim, parece, de fato, uma música do Pearl Jam quarentão.
10- Force Of Nature: assim como a música anterior, um trabalho mais “crescido”, mas sem fugir à identidade grunge. O overdrive nos acordes faz o pano de fundo da canção, junto com um teclado bem simples e legal.
11- The End: uma balada excelente, talvez a minha canção preferida deste álbum. Um violão arranjado com violino e a voz do Eddie terminam o CD com mérito e melancolia, o que eu mais queria e esperava dessa banda.
Depois de escrever esse raso e despretensioso faixa à faixa, descobri que o produtor deste álbum (Brendan O`Brien) é o mesmo produtor do Vitalogy e Yield. A banda continua com sua formação original até hoje: Eddie Vedder nos vocais, Stone Gossard e Mike McCready nas guitarras, Matt Cameron na batera e Jeff Ament no baixo.
Então está aí, mais um do Pearl Jam para os fãs saudosos do bom e velho grunge.
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Um faixa a faixa, simples e direto, parabéns! Minhas faixas prediletas são a tríade Unthought Known/ Amongst the Waves/ Force of Nature. Backspacer é um álbum muito bom, o melhor desde Yield (não creio que seja mera coincidência, o fato do produtor ser o Brendan).
Só uma correção: essa formação não é a original, já que o Matt era do Soundgarden.