A veia vil que dá força
Não há esperança em nenhum ato;
Não existe, nas ações, expectativa alguma;
É como cair de um trampolim sem uma
Rede que possa sustentar o impacto.
Inexiste qualquer fé no fazer ou reter;
É desprovido de qualquer significado
O viver, tão parco, pobre e mal edificado,
Não há elos nem liames que sustente meu ser.
Destituído duma ligação, uma união
Mais pura e verdadeira que a alma que tateia
Por entre vala, valsa, velha vila, veia,
E encontra, sempre, descaso da solidão.
Não perdoa mais a vida frágil
E se agarra ao tétrico sentimento
Como se fosse ele mesmo o tormento
Medonho, e nessa veia vil mais ágil.
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