Creio que esse texto precisa de uma espécie de preâmbulo, porém, tenho certeza que qualquer esforço meu em fazê-lo será em vão, a completude das explicações se torna extremamente difícil de alcançar.

Desde que me conheço por pseudo-gente tenho uma espécie de ligação com coisas que pouca gente gosta, coisas como magia, meditação, energias, símbolos e coisas assim. Não é por acaso que os caminhos vão se apresentando aos poucos pra nós.

Há alguns anos atrás andei mais empenhado no auto-descobrimento, com rotinas exaustivas de práticas e leituras que me trouxeram um entendimento, no máximo, superficial sobre a mente humana, pois preciso dizer, não é exclusividade da psicologia e psiquiatria isso, quem não entende de magia pode imaginar um Harry Potter, contudo, essas práticas ocultas estão muito mais próximas da mente humana do que da varinha mágica do bruxinho.

Há uma ou duas semanas atrás, no caderno Vida da Zero Hora, saiu uma reportagem relacionando a caminhada e a corrida com o cérebro e o fluxo de pensamento; e ontem, nos editoriais, um texto de um Médico chamado Fernando de Oliveira Souza, me relembrou dessa matéria.

Juntando essas ‘descobertas’ da psique com as teorias novas da física, do bootstrap às cordas, eu tenho uma conclusão bastante simples: os budistas já eram foda bons há muito tempo. Aliás, antes que eu esqueça, Fritjoff Capra tem um trabalho excelente nesse sentido, recomendo o livro O Tao da Física.

Por um bom tempo pratiquei meditação com afinco, e nessa época pude me estudar bem e perceber as nuances e peripécias da mente e como cada tipo de clima afeta nossa cabecinha, como a comida e alguns acontecimento diários que parecem tão corriqueiros podem afetar aos poucos nossas impressões e sensações.

Os movimentos do corpo têm, certamente, ligação direta com o fluxo de idéias, e ainda que o embasamento científico para isso possa estar só agora sendo resolvido, a teoria já existia há muitos mil anos atrás. Bem como a noção de um universo de energia, hoje percebido pela física como fato.

Se ficar parado, meditando, a respiração ritmada e o corpo relaxado trazem uma mente tranqüila, controlada, certamente correr e caminhar fazem ela se agitar. Contudo, como corridas e caminhadas se baseiam em movimentos compassados e repetitivos, o fluxo de pensamentos não se torna um caos, mas no máximo um ciclo, e a produção mental nesses momentos é, de fato, intensa.

Proponho que experimente os dois lados da moeda, vale a pena.

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